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26 out

Consumo diário de café reduz risco de câncer de pele

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DA FRANCE PRESSE

O consumo diário de café reduz o risco de desenvolver basalioma, forma de câncer de pele mais frequente, segundo estudo publicado na segunda-feira (24) nos Estados Unidos e que parece confirmar pesquisas anteriores feitas com ratos.

Segundo os autores do estudo, as mulheres que bebem mais de três xícaras de café por dia têm reduzido em 20% o risco de desenvolver basalioma (carcinoma de células basais) em comparação com aquelas que consomem pouco ou nenhum café.

Para os homens, que parecem se beneficiar menos deste efeito protetor, ainda por razões desconhecidas, consumir mais de três xícaras de café por dia reduz em pelo menos 9% o risco de desenvolver câncer de pele.

A pesquisa, apresentada durante conferência da Associação Americana para a Pesquisa do Câncer (AACR, na sigla em inglês) em Boston (Massachusetts, mostra que quanto mais café se consome, mais se reduz o risco de basalioma.

Os autores do estudo ficaram surpresos com os resultados.

Embora já houvesse relação entre a cafeína na forma de unguento e a diminuição do risco de câncer de pele, estudos epidemiológicos não tinham demonstrado este vínculo claramente.

“Nosso estudo indica que o consumo de café pode ser uma opção importante para ajudar a prevenir o câncer de pele”, disse Fengju Song, um dos autores da pesquisa.

Com quase um milhão de novos casos de basalioma diagnosticados a cada ano nos Estados Unidos, fatores alimentares como o consumo diário de café, inclusive com modestos efeitos protetores, pode ter um grande impacto na saúde pública, informaram os cientistas.

A pesquisa foi feita com dados de dois estudos, um com 72.921 participantes entre 1984 e 2008 e o segundo com 39.976 pessoas entre 1986 e 2008.

Esta não é a primeira vez que se atribuem propriedades anticancerígenas ao café. Em maio deste ano, outro estudo feito pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard descobriu que os homens que bebem seis xícaras de café por dia reduzem em 20% o risco de desenvolver câncer de próstata.

03 out

Consumo de café revela efeito benéfico na síndrome metabólica e no diabetes tipo II

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O café já foi vilão e mocinho para a saúde humana. Apesar dessas contradições, além do prazer proporcionado pela degustação de bebidas com características sensoriais diversificadas, o café vem se revelando um alimento funcional capaz de incrementar a qualidade de vida e a prevenir doenças. Os estudos ainda não são conclusivos, mas muitos resultados já apontam os benefícios de se apreciar um bom café, uma das bebidas mais populares do mundo.

O efeito do café na saúde foi o tema da tese da nutricionista Sheila Andrade Abrahão, defendida na Universidade Federal de Lavras (UFLA) sob a orientação da professora Rosemary Gualberto Pereira. Trabalhando com ratos Zucker (desenvolvidos em laboratório para pesquisas relacionadas à resistência insulínica, intolerância a glicose, síndrome metabólica e obesidade genética), a pesquisa concluiu que a bebida do café foi eficaz na proteção dos animais contra os sintomas da síndrome metabólica e do diabetes mellitus tipo II, sobretudo, em virtude de sua atividade antioxidante.

O estudo contou com dois grupos de tratamentos, com a oferta diária de doses de café (proporção de cinco xícaras de café para o consumo humano) e animais que receberam água. Foram analisadas as concentrações séricas de glicose, colesterol total e triacilgliceróis presentes na corrente sanguínea dos animais, além dos níveis urinários de glicose, uréia e creatinina. A observação chegou ao resultado de que o tratamento com a bebida do café causou significativas alterações nos valores desses marcadores bioquímicos. Para a pesquisadora, os resultados demonstram, de uma forma geral, que o café é eficaz no combate ao desenvolvimento da síndrome metabólica e do diabetes tipo II.

No estudo foram encontradas reduções significativas nas concentrações séricas de triacilgliceróis nos grupos tratados com bebida de café. Foi observada uma diminuição de aproximadamente 40% no grupo diabético tratado. Já para os valores de colesterol, foi observada uma redução nos níveis de todas as frações analisadas (LDL, HDL e VLDL), em todos os ratos tratados com a bebida filtrada de café. Também foi possível notar que mesmo nos grupos de animais com níveis de colesterol e triacilgliceróis normais houve uma redução na concentração sérica destes exames bioquímicos nos grupos tratados com a bebida.

De acordo com Sheila Abrahão, atualmente professora do Instituto Federal Fluminense, é importante lembrar que a ação do café no organismo varia conforme a frequência de ingestão, os hábitos alimentares, o estilo de vida (consumo de álcool e/ou tabaco) e a predisposição genética ao desenvolvimento de algumas doenças.

18 ago

A cafeína possui virtudes contra o câncer de pele, comprova um estudo

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A cafeína possui muitas virtudes contra os cânceres de pele, confirma um estudo realizado com cobaias e publicado nesta segunda-feira, que explica o mecanismo protetor em nível molecular.

Os cientistas, entre eles o Dr. Masaoki Kawasumi da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado de Washington, em Seattle (noroeste), o principal autor da pesquisa, modificaram ratos geneticamente para reduzir em sua pele a função da proteína ATR (Telangiectasie d’ataxie, Rad3).

A ATR desempenha um papel significativo na multiplicação das células da pele danificadas por raios ultravioleta do sol.

Estudos precedentes já haviam demonstrado que a cafeína inibia a ATR que, estando neutralizada, acarretaria, então, a destruição dessas mesmas células.

Entre os ratos geneticamente modificados expostos a raios ultravioletos, com a ação da proteína ATR fortemente reduzida, os tumores de pele se desenvolveram três semanas mais tarde que entre os outros roedores do grupo que serviu de cobaia.

Após 19 semanas de exposição aos raios ultravioletas, os ratos geneticamente modificados tinham 69% menos tumores de pele, e quatro vezes menos cânceres agressivos que os demais, precisam os autores dos trabalhos publicados on-line nos Anais da Academia Nacional americana de Ciências (PNAS).

A persistência da irradiação acabou por danificar as células da pele dos ratos geneticamente modificados após 34 semanas.

Os resultados indicam que os efeitos protetores da cafeína contra os raios ultravioletas, já documentados em estudos precedentes, explicam-se provavelmente pela neutralização da proteína ATR durante o estágio pré-canceroso, antes que o tumor da pele se desenvolva totalmente, destacam os cientistas.

Segundo eles, aplicações de cafeína na pele poderiam contribuir para impedir o aparecimento de cânceres. Além disso, a cafeína absorve os raios ultravioletas, agindo como um protetor solar.

O câncer de pele é o mais frequente nos Estados Unidos, com mais de um milhão de novos casos diagnosticados anualmente, segundo o Instituto Nacional do Câncer.

A maior parte não é constituída de melanomas – a forma mais grave – sendo com muita frequência curável, se o diagnóstico for realizado mais cedo.

21 jul

Café quente podem reduzir infecção por bactéria, diz pesquisa

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Pesquisa
Café e chá quente podem reduzir infecção por bactéria
Consumidores frequentes das bebidas têm menos chances de carregar nas narinas a bactéria MRSA
Prevenção natural: café e chá quente reduzem as chances de se carregar a bactéria MRSA no nariz (Thinkstock)
Pessoas que bebem chá quente ou café com regularidade podem ter menos chances de carregar a bactéria MRSA nas narinas. Resistente a diversos tipos de antibióticos, essa bactéria pode causar pneumonia e infecções sanguíneas graves em pacientes internados ou infecções dolorosas de pele em diversos ambientes.

A bactéria MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina) é um tipo de bactéria que causa infecções por estafilococos resistentes a vários antibióticos comuns. Estima-se que atualmente cerca de 1% da população mundial a carregue no nariz ou na pele sem chegar a ficar doente.

A pesquisa, feita por uma equipe da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, e publicada no periódico Annals of Family Medicine, descobriu que dos 5.500 voluntários analisados, 1,4% abrigavam a bactéria no nariz. Mas, entre as pessoas que consumiam regularmente chá quente ou café, esse índice era 50% mais baixo.

A limitação do estudo, no entanto, é que não foi possível estabelecer com certeza as razões para isso acontecer. Apesar da associação entre o consumo das bebidas e a presença da bactéria ter sido estabelecida, os cientistas não conseguiram entender o por que da relação. “Não é possível tirar uma causalidade de uma associação”, diz Eric M. Matheson, coordenador da pesquisa.

(Com agência Reuters)

02 jun

Café Protege Contra Pressão Alta

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Café pode ter efeito protector contra hipertensão arterial ou pressão alta, que é uma doença que ataca os vasos sangüíneos, coração, cérebro, olhos e pode causar paralisação dos rins.

Os consumidores regulares de café têm menor probabilidade de vir a sofrer de pressão alta. A conclusão é de uma investigação realizada pela Keio University, em Tóquio, no Japão, publicada na revista Hypertension Research, que refere que quem ingere três a quatro chávenas de café, por dia, apresenta menos risco de vir a desenvolver hipertensão, avança comunicado de imprensa.

O estudo envolveu 4.554 homens, com idades entre os 20 e os 70 anos. A investigação demonstrou, ainda, que quem não consumiam café apresentava maior probabilidade de sofrer de hipertensão, situação oposta aos que ingeriam três ou mais chávenas diárias. A presença de certos componentes no café, como o ácido clorogénico, um tipo de polifenol com efeito dilatador nos vasos sanguíneos, foi uma das razões apontadas pelos especialistas para explicar a relação entre o consumo de cafeína e a hipertensão.

“A cafeína não potencia nem anula efeitos hipotensores de fármacos para o tratamento da hipertensão em pessoas hipertensas que o bebam com regularidade. Portanto, desde que se goste de o beber, o consumo moderado de café é recomendado”, explica o Prof. João Gorjão Clara, Cardiologista, Director do Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva e Clinical Hypertension Specialist pela Sociedade Europeia de Hipertensão.
O Centro de Investigação de Medicina Baseada na Evidência (CEMBE) procedeu, também, ao estudo da eventual relação entre a ingestão de cafeína e o desenvolvimento de hipertensão arterial e/ou arritmias cardíacas. Para isso, foram analisados 13 estudos sobre a relação café/hipertensão e 4 sobre café/arritmias. No final, os investigadores do CEMBE – Prof. Dr. António Vaz Carneiro e Prof. Dr. João Costa – concluíram que a ingestão crónica de café não aumenta significativamente o risco de hipertensão arterial, nem de arritmias cardíacas, e que as pessoas que possuem uma resposta hipertensiva à ingestão de café é porque já têm tendência para hipertensão.

Em Portugal, existem cerca de dois milhões de hipertensos, ou seja, 2 em 10 portugueses padecem deste problema. Destes, apenas 40% têm conhecimento que sofre de pressão arterial elevada, somente 25% está medicado e apenas 12% estão controlados. Na maior parte dos casos (90%), não há uma causa conhecida para a hipertensão arterial, embora em algumas situações seja possível encontrar uma doença associada que seja a verdadeira responsável. A hereditariedade e a idade são dois factores a ter em conta. Em geral, quanto mais idosa for a pessoa, maior a probabilidade de desenvolver hipertensão arterial. Cerca de dois terços das pessoas com idade superior a 65 anos são hipertensas, sendo este o grupo em que a hipertensão sistólica isolada é mais frequente.

O Programa “Café e Saúde” foi implementado em Portugal, em 2007, pela AICC (Associação Industrial e Comercial do Café) com o objectivo de mudar a atitude dos profissionais de saúde relativamente ao consumo de café. É um projecto de informação, dirigido a profissionais de saúde, que procura esclarecer e desvendar mitos sobre a ingestão do café, reunir evidência científica quanto aos benefícios inerentes ao seu consumo na prevenção de algumas patologias e estimular o conhecimento específico sobre esta temática. Criado pela OIC (Organização Internacional do Café) apoia, actualmente, programas em Portugal, Espanha, Alemanha, Itália, Finlândia, França, Holanda, Rússia e Reino Unido.

11 mai

Café pode proteger mulheres de forma agressiva de câncer

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O café pode proteger as mulheres de uma forma agressiva de câncer de mama, especialmente se tomadas cinco ou mais xícaras ao dia, de acordo com pesquisa que aparece nesta quarta-feira na publicação Breast Cancer Research. As mulheres que bebem bastante café têm possibilidades menores de desenvolver o chamado câncer de mama com receptores de estrogênios negativos, que não respondem a certos fármacos, por isso que a quimioterapia é geralmente a única opção.

Por este estudo, feito por analistas do Instituto Karolinska de Estocolmo, as mulheres que tomam muito café têm possibilidades menores de desenvolver o câncer do que aquelas que bebem pouco. Os investigadores analisaram os casos de 6 mil mulheres que entraram na menopausa. Assim, entre as que bebiam cinco xícaras ou mais de café ao dia o risco de desenvolver o câncer de mama se reduzia em 57% comparado com as que tomavam menos de uma xícara cheia.

“Acreditamos que o alto consumo diário de café está associado à significativa redução de câncer de mama com receptores de estrogênios negativos entre as mulheres que entraram na menopausa”, assinalam os analistas na publicação. Outros estudos sugeriram que o café reduz o risco de outros cânceres, incluído o de próstata e o de fígado. Os pesquisadores do instituto acreditam que o café pode ter compostos que afetam diferentes tipos de câncer de mama.

Para a diretora de política da organização Breakthrough Breast Cancer, Caitlin Palframan, “o interessante é que esta investigação sugere que o café pode reduzir o risco de câncer de mama (de estrogênios) negativo”. “Mas nem todos os estudos estão de acordo sobre os efeitos de consumir café e, portanto, não encorajaríamos as mulheres a aumentar o consumo de café para protegê-las do câncer de mama”.

“O que sabemos é que as mulheres podem reduzir as possibilidades de desenvolver câncer de mama se mantêm bom peso, reduzem o consumo de álcool e fazem atividade física regularmente”, acrescentou Palframan.

Da redação do Blog Café Fácil com a Terra Brasil e EFE