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18 abr

Café e exercícios físicos evitam o câncer de pele

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Um estudo realizado por cientistas da Escola de Farmacologia Ernest Mario, de Nova Jersey (EUA), provou que o uso do café em combinação com a pratica sistemática de esporte, evitam o aparecimento do câncer de pele.

No decurso de testes de laboratório com os ratos, os cientistas descobriram que a cafeína e os exercícios físicos fizeram diminuir, para 62%, o risco de aparecimento de tumores nos animais predispostos ao câncer de pele. E nos ratos tratados contra o câncer, os tumores diminuíram em 85%.

O uso de cafeína, em combinação com os exercícios físicos, contribuiu também para a diminuição, em 63%, do peso dos ratos alimentados com comida gordurosa. (Rádio Voz da Rússia)

17 abr

Museu do Café em Santos, resgata o passado da cafeicultura paulista

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Museu do Café, em Santos, resgata o passado da cafeicultura paulista


 Museu do Café, em Santos, São Paulo

Após sua inauguração, em 1998, o Museu do Café se tornou uma das principais atrações de Santos, reunindo documentos, exposições e muitas variações do café brasileiro para prova

Que tal beber um bom cafezinho e aproveitar para entender a importância histórica e econômica destes grãos para o Brasil?Um dos locais que busca resgatar e preservar esta rica trajetória é o Museu do Café, em Santos.

Inaugurado em 1998, o museu está localizado no mesmo prédio da antiga Bolsa Oficial do Café, mercado formalizado para a venda de café nas primeiras décadas do século 20. Depois de anos de funcionamento, o local foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2009, consolidando-se como um ponto turístico da cidade.

Além do grande acervo de documentos e fotos apresentados no espaço, as principais atrações são as telas e painéis de Benedicto Calixto e o Salão do Pregão – composto por uma mesa principal e setenta cadeiras -, onde eram realizadas as negociações que determinavam as cotações diárias das sacas de café na época. Os pregões eram realizados no edifício da Bolsa Oficial de Café até a década de 1950, quando os negócios foram transferidos para São Paulo.

O museu também realiza exposições (temporárias e permanentes) que ilustram um pouco melhor a história e a importância do café na vida e principalmente na economia do Brasil. A exposição “A trajetória do café no Brasil” está dividida em três módulos – O café e o trabalho, Café e novas rotas e Santos e o porto. Nesta área, o visitante acompanha a linha do tempo da produção de café no Brasil, desde a chegada dos grãos ao País até o tempo dos grandes barões e baronesas do café.

Nas exposições temporárias, os visitantes poderão conferir períodos pontuais desta história. Até maio, a mostra “Café, Porto, Cidade – Uma relação muito mais que econômica” estará montada no museu, revelando a influência dos negócios do café no desenvolvimento do porto e da cidade de Santos nos últimos 120 anos.

Após o passeio, é hora de parar na Cafeteria do Museu, que trabalha com as marcas Cerrado de Minas, Sul de Minas, Alta Mogiana, Chapadão do Ferro, Blend da Cafeteria, Orgânico, Vale da Grama, e Jacu Bird Coffee. Este último é o café mais caro e raro do Brasil, obtido com os grãos expelidos pelo pássaro Jacu, que se alimenta dos frutos do café.

Viaje Aqui – http://viajeaqui.abril.com.br/

16 abr

O segredo é não exagerar!

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A nutricionista Mônica Pinto lembra que o café é uma bebida estimulante e não se pode exagerar na quantidade. “Cada pessoa deve buscar qual dose diária de café que a satisfaz. Lembre-se que o café é uma bebida diurna, que ajuda nas atividades do dia, mas seu consumo deve ser reduzido no período da noite, para não afastar o sono”. A primeira xícara deve ser tomada na primeira hora após o despertar e as demais, com intervalos mínimos de duas horas, conforme as recomendações abaixo:

 

Consumo
de café

Início da
manhã
(6h00
-7h00)

Meio da
manhã

(10h00)

Início da
tarde

(13h00-14h00)

Fim da
tarde

(15h00-16h00)

Até 10 anos

50 mL

50 mL

50 mL

50 mL

10 a 15 anos

100 mL

50 mL

100 mL

100 mL

15 a 20 anos

100 mL

150 mL

100 mL

100 mL

20 a 60 anos

150 mL

150 mL

150 mL

150 mL

Mais de 60 anos

100 mL

50 mL

100 mL

50 mL

Fonte: Adaptado de Lima (2001)

Dose de 50 mL equivale a xicrinha de café (“cafezinho”)

Dose de 100 mL equivale a xícara de chá

Dose de 150 mL equivale a xícara grande de café (caneca)

14 abr

14 de abril Dia Internacional do Café, um importante aliado da saúde

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Café pode ser um importante aliado da saúde

 

Café é um dos alimentos com maior capacidade antioxidante na dieta brasileira. Imagem | SXC.hu

Café é um dos alimentos com maior capacidade antioxidante na dieta brasileira.

No dia 14 de abril comemora-se o Dia Internacional do Café, essa iguaria tão genuinamente brasileira, que nos internacionalizou economicamente e faz parte do cotidiano do Brasil e do mundo. Apesar de ser um convite à socialização, um patrimônio cultural e uma bebida saborosíssima, o café é polêmico quanto aos benefícios e malefícios.

Mas, afinal, café faz bem para a saúde? Em busca de resposta cientificamente comprovada, pesquisou-se estudos de especialistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Universidade de Brasília – UnB, Instituto do Coração – Incor e informações divulgadas pela Associação Brasileira das Indústrias de Café – ABIC.

A pergunta é motivada por uma realidade contraditória: o tradicional cafezinho, com ampla aceitação em todas as classes sociais, é de fato uma preferência nacional. É a segunda bebida mais consumida no Brasil, só perdendo para a água, segundo levantamento realizado pelo Instituto Ivani Rossi Consultoria em Pesquisa para a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic). No entanto, apesar de sua popularidade, é uma vítima ainda de preconceitos. Desmentindo muitos dos mitos criados em torno da bebida mais apreciada pelos brasileiros, estudos modernos mostram que, consumido com moderação, o café é saudável sim para o ser humano.

É praticamente consenso pelas pesquisas já desenvolvidas que o café tem ação estimulante sobre o sistema nervoso e, em doses moderadas – três a quatro xícaras por dia – aumenta a atenção, a concentração e a memória de curto e médio prazo, sendo inclusive recomendado para estudantes de todas as idades. Estudos mostram também que o café pode atuar na prevenção do câncer de cólon e reto, doença de Parkinson e de Alzheimer, apatia e depressão, obesidade infantil, diabetes tipo II, cálculos biliares e câncer de fígado. Também aumenta o estado de vigília do cérebro e diminui a sonolência.

Da UFRJ, estudos realizados corroboram a ação do café para a saúde humana. Na dissertação de Mestrado defendida em 2010 por Taíssa Torres, sob a orientação da pesquisadora doutora em Ciências de Alimentos Adriana Farah, o café apresentou a maior capacidade antioxidante dentre diversos alimentos avaliados, seguido pelo chá-mate, vinho tinto e açaí. “Assim, levando em consideração o consumo, o café foi destacado como o mais importante contribuinte de antioxidantes na dieta do brasileiro, independente da classe de renda e da grande região do Brasil”, explica Adriana Farah.

De acordo com a pesquisadora, essa capacidade antioxidante está relacionada principalmente aos compostos fenólicos do café, os ácidos clorogênicos. “O café é uma das maiores fontes destes compostos na natureza, principalmente quando torrado ao ponto de torra média.

Os antioxidantes podem atuar complexando-se a espécies reativas, seqüestrando radicais livres e interrompendo suas reações em cadeia, prevenindo assim, danos ao DNA das células. Eles também podem impedir a oxidação das LDL, ajudando a prevenir o estabelecimento de algumas doenças degenerativas, entre elas a aterosclerose e o mal de Parkinson. Como a doença de Alzheimer está relacionada a danos celulares, o consumo de café a longo-prazo parece exercer um papel na prevenção desta doença", detalha.

Além das propriedades citadas acima, que também atuam na prevenção do câncer, os ácidos clorogênicos são capazes de modificar vias metabólicas de compostos cancerígenos, inativando-os. No coração, a bebida pode diminuir a incidência de doenças coronarianas e alguns tipos de infarto. Os ácidos clorogênicos se ligam a moléculas de gordura impedindo que se formem placas nas paredes das células.

Vários outros efeitos foram atribuídos aos compostos fenólicos do café, entre eles os efeitos hipoglicemiante (atua na prevenção e como coadjuvante no tratamento do diabetes), digestivo e hepatoprotetor (inclusive na prevenção da cirrose e câncer de fígado). Alguns potenciais efeitos destes compostos que estão também sendo estudados são: imunoestimulante, antiviral, antiobesidade, hipotensivo, antibacteriano, inclusive em relação às bactérias causadoras da cárie.

O dr. Luiz Antonio Machado, do Incor, afirma que hoje se sabe que o café não faz mal à saúde, se tomado em quantidades moderadas e habituais, até quatro xícaras de café ao dia. “O que tem sido sempre mostrado é que o café, provavelmente à substâncias anti-oxidantes que possui, protege as pessoas de desenvolverem diabetes, principalmente o café descafeinado. Ou ao menos postergam o aparecimento. Importante lembrar que o café não é remédio e pessoas doentes precisam de tratamento e orientação médica”.

A equipe do Instituto está agora realizando estudos para saber os efeitos do café na pressão arterial e no coração de pacientes que já têm doença das coronárias. “Temos observado que o café não traz nenhum mal. Somente o café com torra mais clara ou média, parece aumentar um pouco a pressão arterial, mas o café de torra mais escura que costumamos tomar não interfere na pressão”, garante. O médico estudioso acredita que, para diminuir o preconceito das pessoas com relação ao café, a pesquisa e sua divulgação são excelentes aliados.

Devem realmente evitar o consumo da bebida, segundo Luiz Antonio, quem se sente mal ou tem insônia ao ingeri-la ao fim do dia. “Pode-se dizer que o hábito de tomar um bom café pode trazer benefícios como traz também o bom hábito de comer frutas, verduras, legumes etc. Além disso, o café nos desperta pela manhã graças à cafeína, que ativa nosso sistema nervoso central nos mantendo alertas e dispostos”.

Pesquisas realizadas por professores da UnB realizadas em populações que têm o hábito de tomar café confirmam os benefícios da bebida do ponto de vista coletivo. Do ponto de vista médico individual, há controvérsias, mas olhando sobre o prisma coletivo não.

Em populações que consomem costumeiramente a bebida comparadas com as que não a consomem, observam-se ganhos relevantes para a saúde. Ou seja, sob o enfoque geral, as populações que consomem café estão mais saudáveis do que as que não consomem. Asiáticos que não tinham esse hábito e estão passando a adquiri-lo estão mostrando perfil epidemiológico positivo com relação a algumas patologias degenerativas. O que precisa mudar, no caso do Brasil, é o padrão de exigência do consumidor. Quanto melhor a qualidade do café, melhores serão os benefícios para a saúde”, informa o professor José Dorea.

Café pode ser um aliado no combate às deficiências nutricionais de parte da população brasileira.Café pode ser um aliado no combate às deficiências nutricionais de parte da população brasileira. Café para nutrir

Estudos da UFRJ comprovam que o café pode ser um aliado no combate às deficiências nutricionais de parte da população brasileira, além das já apreciadas qualidades aromáticas e de sabor. “Para que o café possa ser visto como um alimento saudável, vários cuidados devem ser tomados, desde a qualidade inicial dos grãos até o grau e as condições de torrefação, evitando a presença na bebida de compostos prejudiciais à saúde”, alerta a professora Adriana Farah

Com o objetivo de aproveitar a popularidade da bebida a favor da melhoria da nutrição, foi criado o café torrado e moído fortificado com ferro e zinco, fruto de projeto da dissertação de mestrado de Luciana Lopes Costa sob orientação da professora Adriana Farah. “A iniciativa visa suprir o consumo inadequado desses minerais, ainda abaixo dos níveis recomendados pelos padrões internacionais da Organização Mundial da Saúde – OMS, principalmente nos países em desenvolvimento.

Cada xícara do café fortificado atende a 20% da recomendação da OMS para a ingestão diária de ferro e de zinco”, completa. Além disso, na análise sensorial, não foram percebidas diferenças entre o sabor do café fortificado e o do café comum, até mesmo em doses acima daquelas utilizadas na fortificação, o que indica que o produto pode vir a ter uma boa aceitação do público”, explica Adriana.

Segundo a pesquisadora, ainda não há previsão de quando o produto deve chegar ao mercado, mas o objetivo principal é que ele venha a ser empregado como uma ferramenta de apoio às políticas de assistência à saúde. “O café torrado e moído fortificado ou até mesmo o café solúvel fortificado, que apesar do custo mais elevado oferece um aproveitamento de 100% dos minerais adicionados, poderão ser comercializados ou distribuídos, no futuro, a populações carentes no contexto dos programas de saúde governamentais”, diz Adriana.

Recomendações e restrições

O café consumido moderadamente não causa doenças em pessoas normais e saudáveis, da infância a velhice. Mas pessoas que possuem doenças como gastrite, doença do refluxo gastroesofágico, úlcera, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno do pânico, palpitações devido arritmias cardíacas, hipertensão arterial, insônia ou doença isquêmica do coração devem ter cuidado no consumo de café, pois ele podem agravar os sintomas ou a doença, principalmente se consumido em excesso.

 

13 abr

Cafés especiais: O diferencial que agrada o mercado

Publicado por Redação Blog Café Fácil Comentários

Cafés especiais: O diferencial que agrada o mercado

Segmento vem conquistando seu lugar em um mercado cada vez mais exigente

 

Apreciado em todo o mundo, o café representa, especialmente para o Brasil, renda para o país, saúde para os consumidores e sabor para os apreciadores. O grão negro conquistou momentos da nossa história, ditou políticas e comportamentos e até um dia em sua homenagem. Aliás, são dois: 14 de abril, Dia Internacional do Café e, dia 24 de maio, o Dia Nacional.

 

O consumo mundial tem apresentado forte crescimento nos últimos anos. De acordo com dados da Organização Internacional do Café (OIC), no ano de 2010 foram consumidas 135 milhões de sacas, registrando um aumento de 2,4% em relação ao ano anterior, percentual superior à taxa anual composta verificada nos últimos 40 anos, equivalente a 1,6%. De acordo com o presidente executivo do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, indicações iniciais apontam para uma continuação do crescimento do consumo no ritmo verificado em 2010.

As exportações brasileiras, nos dois últimos anos, alcançaram a marca de 33 milhões de sacas. Em 2012, o volume exportado nos primeiros meses está bem baixo, refletindo os escassos estoques brasileiros e a boa performance obtida pelos produtores do País na comercialização da safra passada, quando aproveitaram os bons preços e venderam a maior parte da produção. “Achamos difícil, mesmo com a boa safra prevista para este ano, que as exportações atinjam a marca dos 33 milhões de sacas”, avalia Brasileiro.

Entretanto, as perspectivas para o mercado continuam boas. O consumo permanece forte e os estoques mundiais estão abaixo da média verificada na última década. A produção mundial, mesmo com a boa safra que o Brasil deverá colher este ano, não deverá criar excedentes no mercado. “Não esperamos preços ‘explosivos’, a menos que tenhamos incidentes climáticos, mas acreditamos que teremos cotações que remunerem os produtores nos próximos anos, dando a eles condições de equilibrar novamente as suas contas após uma década de sucessivas perdas”.

O sucesso da cultura deve-se, entre outros, ao investimento na qualidade do grão. O Brasil, tradicional produtor de cafés commodities, tem participação cada vez mais expressiva no mercado de cafés diferenciados, mostrando ao mercado internacional a excelência de sua produção. Um dos segmentos mais promissores do setor de food service, os cafés especiais têm conquistado cada vez mais consumidores no mundo todo.

Segundo a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, sigla em inglês), o segmento representa, hoje, cerca de 12% do mercado internacional da bebida. Os atributos de qualidade do café cobrem uma ampla gama de conceitos, que vão desde características físicas, como origens, variedades, cor e tamanho, até preocupações de ordem ambiental e social, como os sistemas de produção e as condições de trabalho da mão-de-obra.O valor de venda atual para alguns cafés diferenciados tem um sobrepreço que varia entre 30% e 40% a mais em relação ao café cultivado de modo convencional. Em alguns casos, pode ultrapassar a barreira dos 100%. As principais categorias de cafés especiais são: Café de origem certificada, Café gourmet, Café orgânico e Café fair trade.

A diretora-executiva da BSCA, Vanusia Nogueira, diz que todo café tem condição para se tornar especial. Assim, os tratos culturais, a colheita e a pós-colheita são pontos em que se pode obter a diferenciação. No que se refere aos trabalhos do produtor, o ideal é que colham os frutos maduros, deixem secar, mexendo os grãos no terreiro conforme a necessidade, até, geralmente, chegar a um índice de umidade de 11%. Após isso, se puder fazer o armazenamento em lotes separados e uma pré-avaliação do produto colhido, a possibilidade de obter um produto especial é muito grande. “Não podemos esquecer, ainda, da necessidade de certificação do produto para a definição como café especial. Além disso, as condições geográficas e climáticas favorecem a produção de café especial”, observa. Ela ressalta que a heterogeneidade do território brasileiro é tamanha que, atualmente, são produzidos cafés na maioria do nosso parque cafeeiro, haja vista os resultados obtidos em Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná e Bahia. Esse fato vem ao encontro de que todo café tem potencial para ser especial.

Vanusia lembra que o Brasil sempre esteve na vanguarda da cafeicultura mundial e, quando se fala dos cafés especiais, isso não foge à regra. Os diversos programas de certificação existentes, como o que a BSCA desenvolve, além dos inúmeros e qualitativos investimentos e trabalhos de pesquisa e desenvolvimento aplicados por institutos, dão o suporte necessário aos produtores que desejam e/ou necessitam ingressar no nicho. “Tudo isso se reflete nos excelentes resultados comerciais que estamos colhendo. Nos leilões do Cup of Excellence, por exemplo, a cada ano registramos preços mais atrativos e elevados pagos pelos compradores nacionais e internacionais, reconhecendo o trabalho que desenvolvemos”, frisa.

No entanto, recorda que os investimentos iniciais para o ingresso no mercado de especiais são um pouco elevados. Em um segundo momento, como toda atividade agrícola, também está sujeita aos efeitos negativos de adversidades e intempéries climáticas. Contudo, o principal empecilho vem da necessidade de mão de obra qualificada para a realização das certificações nas propriedades e das safras brasileiras.

Quanto à agregação de valor, o presidente executivo do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, diz que este é um desafio permanente e bem mais complexo do que se parece. Muitas indústrias de pequeno e médio porte atravessam grandes dificuldades. Segundo ele, é difícil conseguir entrar com café industrializado nos mercados interno e externo. As redes varejistas acabam priorizando as grandes indústrias, que produzem diversos tipos de alimentos e que, por sua vez, dispõe de um complexo esquema de distribuição. “Acredito que a forma que os produtores devem procurar para agregar valor é através da união em suas cooperativas, que, com maior volume, vem conseguindo, gradativamente, alcançar a ponta final da cadeia, que é o consumidor”, opina.

Dedicada ao cultivo de café desde 1886, a história da família Baggio pode ser citada como um exemplo de qualidade do produto da semente à xícara. O cultivo foi iniciado quando Salvatore Baggio, imigrante italiano, chegou à região da Alta Mogiana, no interior de São Paulo. Com muito trabalho, em 1890, comprou seu primeiro pedaço de terra. Logo foi crescendo pelo estado de São Paulo, Paraná e em meados dos anos 70 seus descendentes expandiram a produção para o sul de Minas Gerais.Em 2006, Liana Baggio Ometto, bisneta de Salvatore, resolveu dar um novo e importante rumo à história da família, criando a marca Baggio Café, com um portfólio com seis linhas de produtos: Baggio Bourbon, Baggio Gourmet, Cerrado Gran Reserva, Baggio Aromas, Fatto Uno e Caffé.com. “Vimos a oportunidade de produzir um café gourmet de alta qualidade, produzido em nossas fazendas. O mercado era novo e crescente e percebemos que tínhamos qualidade para isto”, conta Liana. Com cuidado e dedicação que vai do cultivo dos grãos ao ponto de venda e à xícara do cliente, a Baggio Café garante destaque no mercado de cafés especiais. “Hoje temos os melhores cafés, das melhores regiões do Brasil. Cafés de origem única”, comemora a diretora comercial.

Para Vanusia Nogueira, diretora-executiva da BSCA, o mercado de cafés especiais está em franca expansão. Segundo ela, o produtor pesquisou, estudou e entendeu que, hoje, ingressar nesse nicho é uma das melhores formas para trabalhar na cafeicultura com rentabilidade. Por também se tratar de produções reconhecidamente certificadas, esses cafeicultores se preocupam sobremaneira com o meio ambiente e com a questão social em suas propriedades. Essa tendência praticamente vem se tornando exigência do mercado consumidor, em especial o internacional, o que estimula esses produtores a investirem cada vez mais e, consequentemente, atenderem à crescente demanda. “Ao passo que se registra um incremento do mercado cafeeiro mundial em torno de 2% ao ano, os cafés especiais vêm apresentando uma evolução na casa dos 12% a 15%”, afirma.

Questionada sobre a produção do café colombiano, famoso mundialmente por sua qualidade, Vanusia é enfática: “Nossos cafés são tão bons quanto ou até melhores que os da Colômbia. O que a diferenciava, até então, era a dianteira no marketing, espaço que agora estamos ocupando através dos trabalhos de promoção realizados pela BSCA juntamente com o Ministério da Agricultura, Apex-Brasil, EMBRATUR e SEBRAE em todo o mundo”.


Vanusia Nogueira, Diretora-executiva da Associação Brasileira de Cafés Especiais
– “A cafeicultura está completamente vinculada à história do Brasil. Foi através desta maravilhosa atividade que mantivemos nossa economia por vários e vários anos e também pelos recursos levantados pela cafeicultura o País pôde se industrializar e diversificar sua pauta exportadora, o que o transformou nessa potência mundial atual. Se passamos anos de crise na cafeicultura, o que se tirou de bom foi a permanência dos produtores na atividade e, agora, o salto em qualidade registrado. Portanto, no Dia Internacional do Café, fica o convite para investirem nesse nicho qualitativo em busca de melhores condições econômicas, da preservação ambiental, da geração de empregos no campo e, consequentemente, do fortalecimento das economias onde a cafeicultura está instalada”.

Silas Brasileiro, Presidente executivo do Conselho Nacional do Café (CNC)“Continuem a acreditar na atividade. Procurem através da renovação de seu cafezal com variedades mais produtivas e resistentes a pragas, doenças e intempéries, e, ainda, com melhor espaçamento, aumentar a sua produtividade. Busquem, com o incremento de produtividade, reduzir seus custos. Estejam sempre atentos para as inovações que surgem, seja na área de produção ou de comercialização. Procurem suas cooperativas e associações para ter acesso a inovações e comercializar melhor o seu produto. Persigam sempre a melhoraria da qualidade, cada vez mais valorizada pelos consumidores. Por fim, busquem produzir dentro dos conceitos da sustentabilidade. Com isso, preservamos a capacidade de produção e consumo para as próximas gerações e melhoramos a gestão do nosso negócio, através da racionalização dos recursos naturais”.

Liana Baggio Ometto, diretora comercial da Baggio Café –“Você tem que ser um apaixonado pelo café e fazer tudo com muito empenho e capricho. Assim você terá um café de corpo e alma! Ser uma pessoa apaixonada pelo que faz e atenta a todos os processo de produção. Café é também poesia!”

 
 
*Colaborou Lucas Amaral
Agrolink
Autor: Janice Gutjahr*

 

12 abr

14 de abril, o Dia Internacional do Café.

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A ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café está convocando as indústrias, cafeicultores, cooperativas, exportadores, varejo, supermercadistas, cafeterias, imprensa e todos os consumidores para comemorar com uma saborosa xícara de café, no próximo sábado 14 de abril, o Dia Internacional do Café.

A data celebra a história desta bebida milenar, que é consumida diariamente por milhões de pessoas em todo o mundo, nas mais variadas formas de preparo e em momentos que vão do desjejum à prazerosa pausa durante o dia. O Brasil, como maior país produtor e exportador de café, e segundo maior mercado consumidor (só superado pelos Estados Unidos), tem uma data própria: 24 de maio, Dia Nacional do Café, que foi incorporada em 2005, por sugestão da ABIC, ao Calendário Brasileiro de Eventos.

Em ambas as datas, a ABIC estimula que as cafeterias e demais pontos de consumo promovam atividades diferenciadas, assim como incentiva os industriais e o varejo, principalmente o supermercadista, a realizarem ações compartilhadas, como uma decoração especial nos pontos de venda, distribuição de brindes e lançamento de produtos superiores ou gourmet, em embalagens sofisticadas e diferenciadas. Estas ações coincidem com o início do período de maior venda e consumo de café, que são justamente os meses do Outono e Inverno.

“O objetivo é o encantar o consumidor”, diz Américo Sato, presidente da ABIC, para quem “todos têm o direito de tomar um café puro e gostoso”. No caso do mercado brasileiro, essas promoções também são uma forma de retribuir aos consumidores que a cada ano tanto tomam mais café como estão diversificando a forma de prepará-lo, em casa ou nos escritórios, passando a saborear ao longo do dia cafés puro ou com leite, ‘espresso’ e cappuccinos, além de outros diversos drinques.

Essa paixão dos brasileiros por café é comprovada pela demanda crescente do produto. Em 2011, conforme levantamento feito anualmente pela ABIC, o consumo interno foi de 19,72 milhões de sacas, o que representou um acréscimo de 3,11% em relação ao período anterior, que havia sido de 19,13 milhões de sacas. Para 2012, a ABIC projeta um crescimento de 3,5% em volume, o que elevaria o consumo para 20,41 milhões de sacas.

O consumo per capita em 2011 foi de 4,88 kg de café torrado, quase 82 litros para cada brasileiro, registrando uma evolução de 1,45% em relação ao período anterior. Esse consumo supera o recorde de 1965, que foi de 4,72 kg/hab./ano, tornando-se o maior já registrado no Brasil. O consumo per capita brasileiro é também maior que o da Itália, da França e dos Estados Unidos. Os campeões, entretanto, ainda são os países nórdicos – Finlândia, Noruega e Dinamarca – com um volume próximo dos 13 kg por habitante/ano.