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Publicado por Redação Blog Café Fácil
Seja feita com pó tradicional, especial ou orgânico, a bebida está entre as favoritas dos brasileiros
Há quem brinque, dizendo que o tão apreciado café chegou ao Brasil de maneira passional. Isto porque, em 1727, o sargento Francisco de Melo Palheta, em missão pela Guiana Francesa, se aproximou da esposa do governador local, Madame d’Orvilliers, e conseguiu de suas mãos um mimo: as almejadas sementes. Histórias à parte, certo é que o brasileiro gostou tanto da bebida feita dos grãos, que hoje ela aparece em várias versões e está entre as mais apreciadas no país.
Para se ter uma ideia, a Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC) estima que 19,31 milhões de sacas (1,5 bilhões de quilos) sejam consumidas este ano. E qual o melhor tipo para saborear? “Como o vinho, é aquele que o degustador preferir”, responde a cafeóloga Eliana Relvas. “Na maioria das vezes, o brasileiro escolhe os fortes e levemente amargos com açúcar, ou seja, os tradicionais, que são um pouco mais baratos.”
Além deles, existem os chamados cafés especiais, ou arábica. “Eles possuem características próprias, como doçura natural, sabor típico (que pode lembrar chocolate, avelã ou nozes), corpo (sensação de permanência no paladar) e baixo teor de acidez. E têm certificado o seu processo de produção sustentável”, explica Tulio Henrique Renno Junqueira, presidente da BSCA (sigla em inglês para Associação Brasileira de Cafés Especiais).
Segundo Richard Kumagai, um dos mais experientes baristas da cidade, os cafés especiais são os normalmente usados nas boas cafeterias de São Paulo. “Diferentemente daquele feito em casa, o bom expresso depende de uma boa máquina e da mão de quem o prepara”, afirma. “É importante ver, por exemplo, se o barista mói os grãos na hora. Se ficarem ‘encostados’ durante muito tempo, podem perder as propriedades”, diz.
Em meio a tantos tipos de pó, há ainda o de café orgânico, cultivado sem agrotóxicos ou fertilizantes químicos. Ele é vendido em supermercados e lojas especializadas. “A produção nacional, porém, ainda é baixa, considerando que o Brasil é o maior produtor mundial de café: não passa de 2% da produção nacional”, explica Marta Ricci, pesquisadora em Cafeicultura Orgânica da Embrapa.
ALGUMAS DIFERENÇAS
CAFÉ TRADICIONAL
Torra mais escura, moagem mais fina, blend com grãos variados. Feito para filtro de papel e cafeteira elétrica. Degustação: normalmente com açúcar.
CAFÉ SUPERIOR
Grãos selecionados. Recomendado para filtro de papel, cafeteira elétrica, italiana ou expresso doméstico. Pode ser tomado com pouco açúcar.
CAFÉ ORGÂNICO
É produzido em solo sem agrotóxico ou fertilizantes. Seu sabor é influenciado pela maneira de cultival, pelo clima e pela colheita.
O EXÓTICO JACU
O Jacu Coffee Bird (R$ 8, em média, a xícara) é obtido com as fezes do Jacu, uma ave que adora comer grãos de café. O pássaro seleciona as sementes que estão no ápice da maturação e as engole, aproveitando a polpa e o mel. Após a digestão, os grãos são eliminados, colhidos manualmente e limpos. Mais ou menos como faz o Luwak, uma espécie de gato herbívoro, na Indonésia, para se obter o chamado Kopi Luwak.
Fonte: Diário de São Paulo
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