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04 jan

Máquina de vender café e bebidas vem com sinal WiFi gratuito no Japão

Publicado por Redação Blog Café Fácil Comentários

A empresa de bebidas japonesa Asahi Soft Drinks lançou uma máquina que além de fornecer refrigerante, café e suco de frutas, oferece, também, sinal WiFi gratuito para quem estiver por perto. Não é necessário comprar nada para ter acesso ao serviço wireless, basta estar em um raio de 50 metros da máquina. A internet pode ser acessada através de vários dispositivos e cada conexão dura 30 minutos, sendo possível a reconexão.

No ano que vem, a empresa japonesa irá disponibilizar 1.000 máquinas de bebida com sinal WiFi para as regiões de Tokyo, Sendai, Chubu, Kinkio e Fukuoka e espera atingir o número de 10.000 em cinco anos. Em todo o território japonês, a Asahi possui 250.000 mil máquinas de venda de bebidas (essas sem sinal WiFi, lógico).

Ao que parece, a proposta da empresa é fazer você comprar uma bebida enquanto seu celular, tablet ou notebook desfruta do sinal wireless gratuito. Estratégia de marketing interessante.

28 out

5 REGRAS DE OURO PARA UM PERFEITO CAFÉ ESPRESSO EM CASA

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O café Espresso feito no BAR é o café por excelência, é a forma que exalta ao máximo o gosto e os aromas. A preparação do café Espresso é uma verdadeira arte. Para obter um resultado excelente também em casa é aconselhável seguir essas regras:

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1) A qualidade da água: usar água mineral natural em vez de água da torneira. A concentração de calcário pode impedir o perfeito funcionamento da máquina e influenciar a qualidade do café. De dois em dois meses é aconselhável usar um anti-calcário para máquinas de café espresso domésticas.

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2) A dose certa: para cada chávena (chícara) usar 7 gramas de café para máquina espresso. Para sua orientação, saiba que a medida que vem com a máquina equivale a aproximadamente 7 gramas.

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3) Uma mão de profissional: uma vez cheio o porta-filtro, bater levemente na mesa ou na palma da mão para distribuir de modo homogéneo o café em pó. Apertar o café com força, utilizando a prensa que vem com a máquina: uma superficie plana é fundamental para obter um bom café Espresso.

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4) O tempo certo: o café deve sair do canal formando um fio continuo e homogéneo. Prestar atenção no tempo de extração: se o café sai muito rápido, tente pressioná-lo com mais força; pelo contrário, se a saída é muito lenta, reveja a pressão no sentido contrário.

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5) Uma manutenção cuidadosa: sempre que fizer um café, tirar do filtro os resíduos do anterior, para evitar os sabores indesejados. De vez em quando, deixar a água correr no filtro vazio, como se estivesse a fazer um café. Antes de fazer outro, esperar 2/3 minutos, verificando que não existam resíduos de água dentro do porta- filtro. Proceder da mesma forma sempre que lavar o porta-filtro com água da torneira.

Pequeno truque: pode acontecer que o café na chávena não esteja suficientemente quente. Experimente deixar escorrer a água no porta-filtro como se indica acima. Depois, sem tirar o porta-filtro da máquina, accione o vapor até acender a luz. Ė um modo simples e rápido de aumentar a temperatura da água.

22 set

Super Lançamento – Máquina de Café Espressione Liberty Confira suas vantagens

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A Café Fácil em parceria com a Espressione traz com exclusividade uma nova máquina de café que promete café espresso e cappuccinos de diversar formas no conforto do seu lar.
Trata-se da Máquina de café Expresso Liberty Espressione que permite preparar seu café através dê

- Café em Sachê.
- Cápsula Padrão Dolce Gusto.
- Cápsula Padrão Lavazza

Livertydiversas formas

Saiba mais

Esta e sem sombra de duvida o grande atractivo desta maquina pois pode usar tres variedades na confecão do seu adorado cafe.

Esta maquina de cafe apresenta um método termobloco com a capacidade de 19 Bars de pressão e um depósito de água com a capacidade de 1 LITRO.

Pode parecer impossivel, mas tal deve-se a esta maquina de cafe possuir um método de manipulo com as várias medidas de capsulas ou pastilhas além de fazer todas opções com total qualidade

Com estes atractivos esta máquina pode vir para a conquistar uma fatia de mercado dada a sua versatilidade e compatibilidade com outras marcas de cápsulas de café e sachê.

A Máquina Café Expresso Liberty esta á venda na Cafefacil.com em exclusivo por 10x R$ 99,90.

02 jun

Café Protege Contra Pressão Alta

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Café pode ter efeito protector contra hipertensão arterial ou pressão alta, que é uma doença que ataca os vasos sangüíneos, coração, cérebro, olhos e pode causar paralisação dos rins.

Os consumidores regulares de café têm menor probabilidade de vir a sofrer de pressão alta. A conclusão é de uma investigação realizada pela Keio University, em Tóquio, no Japão, publicada na revista Hypertension Research, que refere que quem ingere três a quatro chávenas de café, por dia, apresenta menos risco de vir a desenvolver hipertensão, avança comunicado de imprensa.

O estudo envolveu 4.554 homens, com idades entre os 20 e os 70 anos. A investigação demonstrou, ainda, que quem não consumiam café apresentava maior probabilidade de sofrer de hipertensão, situação oposta aos que ingeriam três ou mais chávenas diárias. A presença de certos componentes no café, como o ácido clorogénico, um tipo de polifenol com efeito dilatador nos vasos sanguíneos, foi uma das razões apontadas pelos especialistas para explicar a relação entre o consumo de cafeína e a hipertensão.

“A cafeína não potencia nem anula efeitos hipotensores de fármacos para o tratamento da hipertensão em pessoas hipertensas que o bebam com regularidade. Portanto, desde que se goste de o beber, o consumo moderado de café é recomendado”, explica o Prof. João Gorjão Clara, Cardiologista, Director do Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva e Clinical Hypertension Specialist pela Sociedade Europeia de Hipertensão.
O Centro de Investigação de Medicina Baseada na Evidência (CEMBE) procedeu, também, ao estudo da eventual relação entre a ingestão de cafeína e o desenvolvimento de hipertensão arterial e/ou arritmias cardíacas. Para isso, foram analisados 13 estudos sobre a relação café/hipertensão e 4 sobre café/arritmias. No final, os investigadores do CEMBE – Prof. Dr. António Vaz Carneiro e Prof. Dr. João Costa – concluíram que a ingestão crónica de café não aumenta significativamente o risco de hipertensão arterial, nem de arritmias cardíacas, e que as pessoas que possuem uma resposta hipertensiva à ingestão de café é porque já têm tendência para hipertensão.

Em Portugal, existem cerca de dois milhões de hipertensos, ou seja, 2 em 10 portugueses padecem deste problema. Destes, apenas 40% têm conhecimento que sofre de pressão arterial elevada, somente 25% está medicado e apenas 12% estão controlados. Na maior parte dos casos (90%), não há uma causa conhecida para a hipertensão arterial, embora em algumas situações seja possível encontrar uma doença associada que seja a verdadeira responsável. A hereditariedade e a idade são dois factores a ter em conta. Em geral, quanto mais idosa for a pessoa, maior a probabilidade de desenvolver hipertensão arterial. Cerca de dois terços das pessoas com idade superior a 65 anos são hipertensas, sendo este o grupo em que a hipertensão sistólica isolada é mais frequente.

O Programa “Café e Saúde” foi implementado em Portugal, em 2007, pela AICC (Associação Industrial e Comercial do Café) com o objectivo de mudar a atitude dos profissionais de saúde relativamente ao consumo de café. É um projecto de informação, dirigido a profissionais de saúde, que procura esclarecer e desvendar mitos sobre a ingestão do café, reunir evidência científica quanto aos benefícios inerentes ao seu consumo na prevenção de algumas patologias e estimular o conhecimento específico sobre esta temática. Criado pela OIC (Organização Internacional do Café) apoia, actualmente, programas em Portugal, Espanha, Alemanha, Itália, Finlândia, França, Holanda, Rússia e Reino Unido.

15 abr

DICAS PARA QUE SEU CAFÉ ESPRESSO SEJA O MAIS CREMOSO.

Publicado por Redação Blog Café Fácil 4 Comentários

DICAS PARA QUE SEU CAFÉ ESPRESSO SEJA O MAIS CREMOSO.

1 O Café em Grão

- O Ponto de Torra do Café.

O ideal para o perfeito café espresso é o ponto de torra média.
Jamais compre um café muito escuro, brilhante e oleoso. Pode acreditar que a cremosidade irá diminuir em 60%.
Além disso, você irá comprometer o moinho de sua máquina.

     

- A Pureza do Café

Existem muitos cafés no mercado com impurezas(pedras) no blend. O moinho de sua máquina pode quebrar e não existe garantia para isso.
Procure comprar sempre um café de boa qualidade e procedência.

- Conservação do Café

Após aberto o saco de café em grãos, é super interessante fechá-lo bem e colocá-lo na geladeira.
Garantimos que o café manterá seu sabor, aroma e cremosidade intactos.

 

1 A Sua Máquina de Café Super Automática para café em Grãos

- Energia Elétrica.

Não divida sua máquina de café com outros aparelhos na mesma tomada. Sua máquina de café precisa de uma tomada exclusiva
para funcionar em perfeito estado. Caso tenha alguma dúvida chame seu eletricista e avise-o que você irá colocar um produto 
acima de 1000W de potência.




- Limpeza de sua máquina de café.

Toda Máquina de Café possui o que chamamos de grupo. Ele deve ser lavados todos os dias, apenas com água. Não usar produtos abrasivos.
Recomendamos que isso seja feito sempre quando não for mais utilizar a máquina no dia. Assim a máquina não ficará com residuos de grão durante toda a noite.

- Outros processos de Limpeza de sua máquina de Café.

É super importante seguir as recomendação do fabricante.

Geralmente as máquinas possuem os dois casos abaixo.

1) Limpeza com Pastilha – Para limpeza das tubulações do grupo e tirar toda a gordura do café.
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2) Descalcificação - Para limpar e tirar todas as impurezas no termobloco ou caldeira de sua máquina de café.
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13 abr

Dia Internacional do Café 14 de Abril

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Café é coisa brasileira. Determinou grandes momentos da nossa história, ditou políticas e comportamentos, é da nossa cultura. Nós não temos o hábito do chá das cinco, como os ingleses, mas é só chegar uma visita em casa, que corremos para fazer um café fresquinho, “passado na hora”.

Durante muito tempo o nosso simpático cafezinho ficou sem prestígio. Sua imagem foi associada a idéias negativas, como estresse e distúrbios do sono.

Alguns estudos, aliados a programas de controle de qualidade do café consumido no Brasil, conseguiram mudar este quadro. O produto reconquistou o respeito da população. Revigorado, com novo marketing, ganhou novas versões para atingir consumidores mais exigentes: agora, você pode escolher se seu café é descafeinado, ou orgânico, ou liofilizado; granulado, solúvel, torrado e moído, torrado em grão; café forte, suave, extra-forte… (Fonte: IBGE TEEN)

A lenda acerca do descobrimento do café tem como protagonista um pastor da Etiópia chamado Kaldi (300 AC). Este observou que suas cabras ficavam muito ativas depois de comer certas frutas vermelhas. Provou as mesmas e descobriu que ele também se sentia muito enérgico. Contou sua história a monges e estes começaram a comer os frutos desta planta para poder permanecer acordados durante suas orações noturnas. Os monges descobriram que se podia fazer uma bebida de gosto agradável com o mesmo poder energético quando torravam as sementes e posteriormente faziam a infusão. Tudo leva a crer que exemplares nativos dessa espécie podiam ser encontrados em toda a faixa equatorial que atravessa o continente africano, desde a Etiópia até o Congo, alcançando o sul de Angola. As mais aprofundadas investigações históricas têm permitido estabelecer que o uso da beberagem feita com as sementes do cafeeiro foi iniciado pelos árabes do Iêmen, onde ocorreram as primeiras plantações, no sétimo século da nossa era, portanto entre os anos 600 e 700 DC. O “kahwah” ou “cavé” fora, então, para ali trazido de longe, de sua pátria, das terras altas da misteriosa Abissínia, onde não se Ihe conhecia qualquer uso.

Embora existam ainda algumas divergências quanto ao local e à época exatos em que se iniciou o cultivo e o uso sistemático do café, parece certo que a África foi o berço do gênero Coffea. É certo, também, creditar-se ao povo árabe tal façanha. Parece que foram os próprios árabes, em seus processos expansionistas, os grandes disseminadores da espécie por todo o mundo conhecido em sua época. E é por esse motivo que uma das espécies mais conhecidas e cultivadas comercialmente hoje em dia, a primeira a ser descrita pelos árabes e a chegar ao continente europeu, tenha sido justamente batizada como Coffea arabica. A partir de seus centros de origem e de dispersão, o café iniciou sua grande migração ao redor do mundo. Com os árabes, seu cultivo foi levado para as regiões litorâneas do Mar Vermelho. Em 1690, o café foi dali para as ilhas de Java, Bornéu e Sumatra, na Indonésia, levado pelos holandeses. Da indonésia, rapidamente partiu para as terras do atual Sri Lanka, no Oceano Índico, por onde chegou à Índia e penetrou no continente asiático. No início do século XVII, o café proveniente dessas regiões alcançava altos preços no mercado europeu e já era fartamente comercializado pelos holandeses e venezianos, que se apressaram a juntar os sacos de café às preciosas especiarias trazidas do Oriente. Reputado como produto de grandes propriedades medicinais, revigorador do intelecto e excitante, o café foi introduzido na Europa e passou a ser cada vez mais consumido: os grãos de café, torrados e moídos, eram colocados na água quente e consumidos à moda dos árabes, o que incluía a aromatização com canela e cravo da Índia. Entre 1706 e 1718, período curto considerando-se as distâncias e as dificuldades de transporte da época, o café foi levado, pelas mãos dos holandeses, da Indonésia até a América, passando antes pelos jardins botânicos europeus.

Logo as cidades européias ganharam cafeterias em profusão, onde se reuniam escritores, filósofos e artistas em torno da bebida café em suas variadas preparações. Desde então, ou até mesmo muito antes disso, o café já tinha encontrado sua verdadeira vocação: o aroma e o sabor do líquido escuro, sorvido em pequenos goles, têm a capacidade de reunir as pessoas e, mesmo que por poucos minutos, instaurar o silêncio e fazer refletir.

Nas possessões da França e da Holanda na América do Sul e nas Antilhas, iniciou-se prontamente o seu cultivo e, por questões de segurança e de monopólio, tornou-se proibida a venda de qualquer café que fosse capaz de nascer, crescer e produzir. Apesar de tantos cuidados, menos de 10 anos depois o café chegou ao Brasil, mais precisamente em Belém do Pará, pelas mãos do sargento-mor Francisco de Melo Palheta, que obteve mudas e sementes não se sabe ao certo de que forma. No mesmo ano de 1727, o café começou a ser cultivado em terras brasileiras, expandindo-se logo em seguida para outras regiões: Maranhão, Ceará, Vale do São Francisco, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

No final do século XVIII, o café estava chegando ao Vale do Paraíba, no Estado de São Paulo: era o início da grande saga do café do Brasil. Alguns anos depois, na região de Campinas, porta de entrada para as áreas paulistas de “terra roxa”, as plantações de café começaram a mostrar todo o seu potencial econômico. Em pouco tempo, na metade do século XIX, São Paulo já aparecia nas listas dos grandes produtores e exportadores de café. As plantações foram se diversificando: os governos e os produtores começaram a investir em pesquisas para o melhoramento da espécie e para a criação de novas linhagens e no desenvolvimento de técnicas de plantio, colheita e beneficiamento. As altas sucessivas do preço internacional do café, conseqüência da expansão do mercado norte- americano, foram empurrando e ampliando a cafeicultura para o Oeste, por todo o interior do Estado de São Paulo e adjacências. O volume de capital gerado e movimentado com a atividade cafeeira e com o estabelecimento das grandes fazendas modificou completamente o modo de vida das regiões produtoras e levou os “Barões do Café” a ocuparem lugares de proeminência na cena política nacional.

Em 1920, o Brasil passou a ocupar o primeiro lugar entre os países exportadores de café de todo o mundo posição esta que manteve por muitos anos – e que ligou seu nome, de maneira definitiva, com a imagem do café.

Desde que atingiu seu apogeu no Brasil, com períodos de maior ou de menor crise, pode-se dizer que a cultura do café aí se manteve. Prosseguindo seu movimento de migração, o café passeou por muitas regiões, atingindo um pico impressionante em algumas delas e, rapidamente, entrando em declínio, como foi o caso do Estado do Paraná após a grande geada de 1975. Hoje em dia seu cultivo avança nas terras dos cerrados de Minas Gerais, onde o clima e o solo favorecem sobremaneira o plantio do Coffea arabica, conquistando uma altíssima qualidade, já reconhecida pelo mercado internacional.

Hoje em dia, o Brasil é o maior produtor de café do mundo, vindo depois o Vietname, Colômbia e Indonésia. A perda de controle por parte do Brasil do mercado mundial (o País já teve 80% do mercado mundial e hoje apenas cumpre sua cota de 25%, ou de 18 milhões de toneladas/ano) teve alguns aspectos positivos. Entre eles, o de alertar para a necessidade de introduzir conceitos de qualidade e dar maior atenção à diferenciação do produto, explorando internacionalmente a faixa gourmet, hoje dominada pela Colômbia e por países da América Central. A tendência para a introdução de técnicas de adensamento da produção, o uso crescente da irrigação (em Minas Gerais), a concentração do plantio em regiões de baixa incidência de geadas e a busca de mercados de qualidade abrem a perspectiva de retomada de parte do espaço perdido no período em que o País se dedicou apenas a administrar uma política de preços e tarifas de exportação elevados. Cresce exclusivamente em regiões tropicais e subtropicais. Os EUA são o maior consumidor, importando cerca de 1/3 do café cultivado no mundo. Estima-se que mais de 20 milhões de pessoas trabalham na indústria do café ou em um negócio relacionado com o mesmo.

O fruto do cafeeiro é formado pelo grão (endosperma + embrião), que é envolvido pelo pergaminho ou endocarpo, pela polpa ou mesocarpo e, finalmente, pela casca ou epicarpo.

O cafeeiro pertence ao subgênero Coffea, família Rubiaceae, formado por 100 espécies. Das espécies cultivadas, Coffea arabica (café arábica) e Coffea canephora (café robusta) são as mais importantes economicamente, sendo C. arabica responsável por 70% da produção mundial e 99% da produção da América Latina. O café arábica contém menos cafeína que o robusta. Por conseqüência, a quantidade de cafeína ingerida com uma taça de café puro arábica é inferior a 100 miligramas, enquanto uma taça de café robusta pode conter mais de 200 miligramas de cafeína. É um arbusto de até 4 m de altura, caule reto de casca cinzenta e rugosa. Copa cônica com ramos laterais pendentes. Folhas onduladas nos bordos e de coloração verde-acinzentada quando jovens, verde-brilhante posteriormente. Flores brancas aglomeradas ao longo dos ramos, aromáticas e atrativas para abelhas. O fruto possui uma forma ovóide, verdes passando a vermelhos e tornando-se pretos, de acordo com as fases de maturação. Casca lisa e brilhante, contendo sementes de coloração acinzentada, branco-amarelada ou amarelo- esverdeada, envoltas por polpa branca, adocicada. Prefere regiões de clima ameno, não suporta geadas. Necessita de solos férteis, drenados e arejados. Desenvolve-se melhor em locais sombreados. Existem inúmeras variedades de cafés conhecidos como arábica, com tipos e linhagens diferentes de cafés, de maior ou menor produtividade, rusticidade e resistência às pragas e às intempéries, mais ou menos exigentes de cuidados, dos quais se obtêm grãos, pós e bebidas de qualidades e preços também extremamente variados.

O Café possui na sua constituição química alcalóides, incluindo os alcalóides purínicos ou xantinas (cafeína, teobromina, teofilina, paraxantina), ácidos orgânicos (ácido clorogênico e os ácidos cafeico, metilúrico, vanílico, hidroxibenzoico e ferrúlico), flavonóides (caempferol, quercetol), diterpenos (cafestol, caveol), salicilatos (salicilato de metila), EDTA, ácido benzóico, derivados nicotínicos (trigonelina), óleos essenciais (ácido cinâmico, aldeído cinâmico), vitaminas (nicotinamida, ácido ascórbico, tiamina, riboflavina e caroteno) e minerais (cálcio, fósforo e ferro). Assim, a cafeína é um componente natural do café. O efeito mais significativo da cafeína é um leve estímulo do sistema nervoso. Este estímulo pode ser uma sensação de estar menos cansado e ter mais energia. Também pode ter efeitos positivos na concentração e na rapidez de reacção. Os efeitos da cafeína dependem do peso do corpo e das características biológicas de cada pessoa. Não existe nenhuma regra especial. Há outros produtos, como o chá, que também contém cafeína.

A bebida é excitante do sistema nervoso, ativa o cérebro e a circulação do sangue, é tônico do coração e dos músculos, combate derrame cerebral, asma, diarréia e embriaguez.

Do cafezal à nossa mesa

O futuro do café é ser reduzido a pó. Nada mau para uma bebida tão apreciada! Desde seus tempos de frutinha vermelha, com aspecto de cereja, até ser torrado, moído e bebido, o café passa por várias peripécias.

Para ser um bom café, primeiro é necessário um bom clima: temperado. O relevo, se for montanhoso, é mais propício. Depois de plantado, esperam-se dois ou três anos para que o pé de café dê os frutos, que são colhidos geralmente nos meses de abril a junho.

A maneira de colher varia: há a colheita mecânica, também chamada colheita forçada, ou a manual, que pode ser do tipo derriça, com pano (catado), ou por varrição.

Então, os grãos são secos. Se a produção é pequena, isto pode ser feito em terreiro. Para grandes quantidades, utiliza-se um secador.

A próxima etapa é a retirada de cascas e impurezas. Depois, o café cru é classificado de acordo com o tipo de peneiras por onde passa. Depois desta classificação, o café é comercializado em sacas de 60 quilos.

O café que compramos costuma ser uma mistura de grãos, chamada de blend, que resulta no sabor que cada produto oferece. Feito o blend, ele é torrado a mais de 250oC. De acordo com a intensidade da torra, os grãos ganham aparência clara, média ou escura; perdem 20% do peso e dobram de tamanho.

A próxima etapa é a moagem, para então o café ser empacotado e levado ao consumidor.

O que é que o café tem

A composição química do café inclui, além da famosa cafeína, outras substâncias cujos efeitos foram temas de inúmeras pesquisas.

Você já ouviu falar das lactonas? Pois é, todo mundo fala do efeito estimulante da cafeína, mas, na composição do café, as lactonas possuem um efeito estimulante sobre o sistema nervoso central que é tão ou mais significativo do que o da cafeína.

Outros componentes são a celulose, que estimula os intestinos; os minerais, importantes para o metabolismo; os açúcares e o tanino, que contribuem para o sabor; e os lipídeos, que dão aquele aroma especial.

Bom para a cabeçaSegundo o professor Darcy Roberto de Lima, que escreveu vários estudos sobe o café, quatro xícaras da bebida por dia, regularmente, podem aumentar a capacidade de atenção, concentração e de formação de memória em adultos e crianças. Além disso, tomar café diminui a incidência de apatia, desânimo e depressão.

Já o uso sem regularidade aumentaria a atenção apenas por um determinado período. Por isto, o professor recomenda um uso diário e moderado – bem mais eficiente do que uma eventual superdose, típica das vésperas de prova!

Para desfrutar dos efeitos benéficos para o aprendizado, recomenda-se beber o café pela manhã, na primeira hora após acordar. Com leite, os efeitos são os mesmos; o valor nutritivo é que aumenta. Por isto, café com leite é uma boa opção para crianças e adolescentes.

Ainda de acordo com o professor, o café atuaria sobre as áreas do cérebro que induzem ao desejo de superação, fazendo com que o humor fique mais bem equilibrado e evitando os sentimentos de depressão e de necessidade de consumir estimulantes. Por isso, ele assegura que jovens com o perfil de potenciais consumidores de drogas (problemáticos e agressivos) podem se beneficiar dos efeitos preventivos do café em relação aos tóxicos.

Na dose certa

Tudo bem, você achou ótimos os efeitos do café e tudo mais que você pode fazer com ele (já descobriu as receitas?). Mas não abuse: veja as doses máximas diárias recomendadas para cada idade.

De 6 a 10 anos: 3 xícaras por dia.
De 10 a 20 anos: 6 xícaras por dia.
De 20 a 60 anos: 9 xícaras por dia.
Acima de 60 anos: 6 xícaras por dia.